• Cleise Souza

A transformação da Leoa

Queixa da paciente: Relacionamentos afetivos abusivos, falta de amor próprio.

Sou uma leoa que andava sem foco na vida até bem a pouco tempo.

Desde criança, pensava que eu era frágil e insegura. Não acreditava no meu potencial.

Sempre fui alvo de comentários e observações, por vezes maldosos.

Nasci numa savana africana e vivi com a minha manada por décadas.

Por ser caçadora nata, estou sempre atenta à minha função de trazer comida para a minha família.

Como um animal sociável que vive em grupos, aprendi desde cedo que nós, leoas, representamos a força, a vigilância e o instinto protetor.

Por conviver pouco como o Leão Alfa, cresci buscando na figura masculina o meu norte, a minha proteção.

E como nas minhas andanças, não encontrei ainda nenhum macho alfa a me proteger, sentia-me frustrada a cada encontro e estava quase desistindo de mim, quando me reencontrei.

Dias destes, andando meio perdida na savana, pois havia chorado, diariamente, por meses seguidos, aproximei de uma pedra bem grande, na verdade, uma rocha para descansar.

Avistei bem à frente um lago translúcido. Como sentia sede fui até lá , e a minha imagem surgiu refletida nas suas águas.

Naquele espelho natural, vi o meu rosto refletido nas suas águas cristalinas. Percebi de imediato que a minha fisionomia era pacata e meiga. E me desconheci. Estava mais parecida com uma gata.

Procurei buscar onde foi que eu havia me perdido de mim.

O que aconteceu para eu me desconectasse da minha essência?

Onde estaria perdida?

E entre reflexões e pensamentos repetitivos, veio se aproximando de mim, uma leoa anciã, cheia de experiência e vivências ancestrais.

Com calma e segurança, ela foi me conduzindo a uma caverna profunda e acolhedora.

Com paciência e sabedoria, foi contado histórias daqueles que vieram antes de mim.

Era tanta coisa bonita que saia da sua boca, que fui me recompondo. Entendendo a minha essência, conectando-me aos meus ancestrais. E de repente a minha força voltou.

Percebi que as minhas raízes eram fortes, pois estavam fincadas no solo firme como uma árvore grande e segura.

Hoje, sinto-me uma leoa guerreira, sábia e destemida.Sei que tenho muito a percorrer na minha trajetória que é a vida.Aprendi, porém, a me valorizar. A olhar para mim como realmente Sou.

Hoje já dou conta de saber como eu era antes e como fiquei depois.

E nesta dicotomia, percebo que a mansidão, quietude e distração, deram lugar à disciplina, vigilância e foco.

Com clareza e discernimento, voltei a ser quem sou, explorando o meu mundo numa missão de vida ímpar, próspera e abundante.

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